Nem todo sorriso é amargo
Quando o carteiro bate na porta
Não respondo
Quando a policia bate na porta
Saio pelos fundos
Quando o vento bate na porta
Fico em silêncio
Quando Deus bate na porta
Digo que não estou
Quando você bate na porta
Abro a janela e canto
carlos assis
...........
TODA LÁGRIMA AMARGA
Maria José Limeira
Bateram à minha porta
ao meio-dia.
Era o carteiro, mas não abri.
Estava chorosa com a perda
desse amor.
Bateram à minha porta
às duas horas da tarde.
Não abri.
Estava fazendo a sesta.
Bateram à minha porta
de madrugada.
Resolvi atender.
Pensava que fosse a lua.
Era a polícia.
Nisto se resume
a minha história
de ex-presa política.
Escrito por escritor(a) às 00h23
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