Alameda Santo Antônio


Em Português

HABITA NA SAUDADE

Everardo Torres

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Habita na saudade uma sereia

de seios de coral e sonhos cândidos;

por isso o coração é uma barca

com velas desatadas sob a chuva.

 

Seu canto é uma página central

com letras que se fundem na areia,

uma gota de acaso, quase lágrima...

sereia com colares de amargura.

 

Mira-se no espelho à distância,

imagem do outono, que discreta,

perfila seu olhar entre as ondas,  

 

à sombra de uma lua setembrina,

na bússola quebrada do seu barco...

na rota balouçante do ocaso.



Escrito por escritor(a) às 19h45
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Em Espanhol

Habita en la nostalgia  

 

Habita en la nostalgia una sirena

con senos de coral, con sueños albos;

por eso el corazón es una barca

con velas desatadas en la lluvia.

 

Su canto es una página cetrina

con letras que se funden en la arena,

una gota de azar, casi una lágrima...

sirena con collares de amargura.

 

Se mira en el espejo a la distancia,

imagen del otoño,que discreta,

perfila su mirada entre las olas,

 

en la sombra de luna septembrina,

en la brújula rota de la barca...

en la ruta oscilante del ocaso.

 

E. Antonio Torres Glez.

 

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/



Escrito por escritor(a) às 19h44
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Figurinhas da copa do mundo  

 

A minha filha de nove anos Amanda está colecionando as figurinhas da copa do mundo de futebol. Por sinal muito animadamente,poderia dizer até avidamente. As figurinhas voltaram a ser uma grande mania nacional, como eram antigamente.

E na Itália ainda são

Falei para ela não trocar as figurinhas da seleção brasileira, afinal se formos campeões, todo mundo vai querer.

Mas tem coisas que não entendo.

Qual seria a razão de não terem figurinhas dos técnicos dos times. Será que o Dunga, Maradona e o Parreira são muito feios????

E nem estou falando da comissão técnica e dos massagistas, quem não  se lembra  do saudoso Mário Américo das copas de 50 a 74 ou então do Nocaute Jack que ganhou este apelido por ser fã do boxe.

Outra coisa onde estão os goleiros reservas????? A seleção brasileira não tem um goleiro reserva??

Alias onde estão os reservas?????

Em 70,  o Paulo César Caju,  jogador do Botafogo,  era  reserva   do   maior       jogador corintiano de todos os tempos, o Rivelino (também apelidado de: A patada atômica).

Depois temos os árbitros. Por que não tem figurinhas dos juizes e bandeirinhas de futebol?.

Será que eles não participam dos jogos, qual a razão deles serem excluídos do Álbum? Isto com certeza é uma discriminação de cunho trabalhista.

Fico pensando como a Panini sabe que os jogadores que estão no Álbum vão para a Copa. Claro que o Ronaldinho Gaucho , o Imperador Adriano e outros jogadores gostaram da escalação.

Mas não seria o caso de terem feito mais algumas figurinhas, pelo menos o Neymar e o Ganso do Santos? Na minha opinião deveriam estar nas figurinhas.

Com certeza os corinthianos gostariam que o Ronaldo Gorducho estivesse numa pagina inteira.

Então temos as figurinhas dos que talvez não vão para a Copa. Basta ver quantos jogadores estão machucados em seleções de outros paises.

Além é claro do Cabanãs grande atacante da seleção paraguaia que foi baleado e não vai a Copa.

Acho que a multinacional Panini errou e errou feio. Pois as figurinhas são para os apaixonados por futebol do mundo todo.

 

carlos assis

 



Escrito por escritor(a) às 19h39
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Em Português

SINTO UMA PEDRA

Everardo Torres

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Que me parte o peito

e desgarram-se nostalgias, mananciais...

lembro-me de uma noite (sem estrelas)

poeira de não sei quantas carícias

que agora vagam como pássaro em ramos

de uma ressequida maçã.

 

Sinto o fio de um assobio

de trens; que vem e vai,

como chuva de luzes

nas ruas vazias

e decompõe o outono em pequenos edens

com as folhas ritualistas soluçando sob o orvalho.

 

E meu corpo se perde num grão de areia

desenhado  sobre a âncora de uma barca sombria...

e na sombra se perde como os caracóis

em um quarto-minguante, como espelho de ontens

que romperam a ausência, a angústia, a espera.

 

Sinto o voo silente de uma sombra

no alvorecer.

 

E meu peito se parte

e partem-se os álamos do fatigado caminho

e parte-se a lua em pedaços de aurora

e parte-se a rocha em meu peito nostálgico

e uma voz faz-se vento que conduz

meu barco.



Escrito por escritor(a) às 22h55
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Em Espanhol

Siento una roca    

 

Que me parte el pecho

y se apartan nostalgias, manantiales...

recuerdo de una noche (sin estrellas)

polvo de no sé cuantas caricias

que ahora vagan como pájaro en ramas

de un reseco manzano.

 

Siento el filo de un silbido

de trenes: que se acerca y se aleja,

como lluvia de luces

en las calles vacías

y secciona el otoño en pequeños edenes

con las hojas rituales sollozando al rocío.

 

Y mi cuerpo se pierde en un grano de arena

dibujado en el ancla de una barca sombría...

en la sombra se pierde como las caracolas

en un cuarto menguante, en espejo de ayeres

que rompieron la ausencia,la angustia, la espera.

 

Siento el vuelo silente de una sombra

en el alba.

 

Y mi pecho se parte

y se parten los álamos del cansado camino

y se parte la luna en pedazos de aurora

y se parte la roca en mi pecho nostálgico

y una voz se hace viento que se lleva  

mi barca.

 

E. Antonio Torres Glez.

 

 

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/



Escrito por escritor(a) às 22h53
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 RIR

      Rir. rir de nós mesmos como se fossemos
      outra personagem aqui cabida é a questão
      sermos nossos próprios críticos sem
      egocentrismos é o que de melhor temos.

      O riso foi feito para despoletar naturalmente
      o riso não é falta de siso mas comprometimento
      connosco e com os demais que nos rodeiam
      numa hegemonia rara e a toda prova.

      Rir faz bem à saúde e deixa-nos o rosto mais
      aberto e sincero para acolher o próximo
      em nossos braços como uma fogueira de fúria
      que nos faz vibrar a cada canto de nosso ser.

      Rir é ainda um bom cartão-de-visita
      quando estamos perdidos e desnorteados
      um sorriso pode ser um pedido de ajuda
      que o outro não se nega tal o seu à vontade.

      Rir. rir muito deixa a pele macia e o
      organismo em estado de graça e composição
      que nos faz interagir com os outros sem
      esforços nem vilipendiágens pois tudo é nobre.

      Por isso meus amigos riam e riam muito
      a toda a hora a todo o momento rir do
      ridículo que nós somos quando nos julgamos
      mais do que aquilo que somos por isso riam.

      Jorge Humberto
      05/05/10

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/

       



Escrito por escritor(a) às 22h48
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DÁ-ME UM ABRAÇO

 

Elegantemente caminhas o teu caminho

descontraída caminhas pela rua acima

trazes o cabelo solto qual asa de pássaro

preso na cidade que te viu nascer.

 

Deslumbrante irradias sensações abertas

ao vento que perpassa por entre as árvores

e murmura canções de amor e de bem-querer

conforme passeias a tua figura esbelta.

 

O sol rejuvenesce a cada passo teu e colore

o teu rosto de uma matiz principesca

mãos soltas assumem posições de bem-estar

e todo o teu corpo é essa rua que conquistas.

 

Uma água uma colónia fragrâncias soltas

de teu ser feminino deixam-me ébrio

dias e noites de silêncio onde só a tua presença

é fidedigna e a lua se ergue alta no céu.

 

Tens a cor dos dias primeiros e o poeta

exulta sua musa escrevendo-lhe um poema

menina e moça de meus encantos vou por

aí no teu caminho dizendo-te coisas aos ouvidos.

 

E tu sorris qual criança que não tem medo

de mostrar seus sentimentos nem as suas

fraquezas e forças de espírito quando eu me

aproximo demasiado de ti para te dar um abraço.

 

E é nesse abraço sem apertar que nós

comungamos e nos tornamos um só espaço

traz a luz de teus olhos para que eu os possa

ver e neles me perder indefinidamente.

 

Jorge Humberto

03/05/10

 

 

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/



Escrito por escritor(a) às 19h31
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Em Português

AMOR

Everardo Torres

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Amor – te disse –

e cerraste as pálpebras

para evocar os lábios contidos

nas letras...

 

Depois da explosão da entrega

não pude refrear meu coração e te disse: amor.

 

No espelho desnudo e extasiado 

desenhei com areia nossos corpos,

era quase um relâmpago

atravessando a nostalgia.

 

E voltei o olhar ao horizonte,

com a quietude dos teus seios diminutos

tracei uma elipse

entre a lua e minhas lembranças...

entre meus lábios e a madrugada.

 

O mar banhava um te quero nas pupilas,

com o silêncio tecia as carícias e inundava

de luz os caracóis de teus pelos.

 

E eu bebendo em voz baixa do teu umbigo,

do ondular das vértebras bebendo...

 

Amor – te disse –

e juntaste a espádua com meu peito,

como se juntam os lábios com o vinho,

como os pássaros e o vento

se fazem um...



Escrito por escritor(a) às 14h44
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Em Espanhol

Amor

 

Amor - te dije-

y cerraste los párpados

para evocar los labios contenidos

en las letras...

 

Después de la corriente de la entrega

no pude contener mi corazón y amor te dije.

 

En el espejo desnudo y extasiado

dibujé con arena nuestro cuerpo,

era casi un relámpago

cruzando la nostalgia.

 

Y volví la mirada al horizonte,

con la quietud de tus pechos diminutos

tracé un elipse entre la luna y mis recuerdos...

entre mis labios y la madrugada.

 

La mar bañaba un te quiero en las pupilas,

con el silencio tejía las caricias e inundaba

de luz las caracolas.

 

Y yo bebiendo en voz baja de tu ombligo,

del ondular de las vértebras bebiendo...

 

Amor -te dije-

y juntaste la espalda con mi pecho,

como se juntan los labios con el vino,

como los pájaros y el viento

se hacen uno...

 

 

E. Antonio Torres Glez.

 

 

Fonte:

Lista de discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/



Escrito por escritor(a) às 14h42
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Em Português

NAS GAIVOTAS

Everardo Torres

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Nas gaivotas

vê-se morrer a tarde

com plumas brancas.

 

Tirita a nostalgia

em bordas de arrecifes...

 

A brisa retorna

como leve carícia

com luz de lua.

 

O espelho reflete

o sorriso do alvorecer.

 

E nossos corpos

se afastam dos luminares

depois de amarem-se...

 

num vento de outono

que brinca com as folhas.

 

Nas gaivotas

a rosa dos ventos

é uma sombra...

 

que se perde em silêncio

em teus lábios de areia.



Escrito por escritor(a) às 14h24
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Em Espanhol

En las gaviotas  

 

En las gaviotas

se ve morir la tarde

con plumas blancas.

 

Tirita la nostalgia

en filo de arrecifes...

 

La brisa vuelve

como leve caricia

con luz de luna.

 

El espejo refleja

la sonrisa del alba.

 

Y nuestros cuerpos

se alejan de los astros

después de amarse...

 

en un viento de otoño

que juega con las hojas.

 

En las gaviotas,

la rosa de los vientos

es una sombra...

 

que se pierde en silencio

en tus labios de arena.

 

E. Antonio Torres Glez.

 

 

Fonte:

Lista de discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/

 



Escrito por escritor(a) às 14h12
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Meu coração é um poema rasgado

 

Meu coração

Taça quebrada

De repente no meio de uma fotografia

Dizendo para não fazer o que se quer

 

Meu coração

Porta fechada sem chave

Entre a cidade e o corpo

Céu cinza depois dos prédios

 

Meu coração

Prato sujo na pia da cozinha

Limite do que se quer ou não

Moeda de cinquenta dentro do bolsa

 

Meu coração

Parede tatuada num viaduto da Paulista

Riscada por pichadores

Cheia de cartazes políticos

 

Meu coração

Almofada vermelha

Delicadamente colocada

Sobre um lençol de cetim preto

 

Meu coração

Poema rasgado

Abandonado num banco de onibus

Jogado no chão do parque Ibirapuera

 

Meu coração

Planta sem raiz

Debruçada num tronco

Do sol se escondendo

 

Carlos Assis

 



Escrito por escritor(a) às 22h32
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DESENGANOS

 

Neste mundo que é o nosso

sangram as chagas do desvelo

caem máscaras pelo tempo

e nos vestimos de ridículo.

 

Da natureza não há quem cuide

os animais são uma raça em

extinção no entanto nada fazemos

para que o mundo melhore.

 

As pessoas perderam todos os

valores somos bonecos com a

cara na lama e conformamo-nos

com aquilo que nos resta.

 

Onde estão os grandes lutadores

os pensadores que faziam girar

o mundo em prol do Homem

todos mortos ou desaparecidos.

 

Somos órfãos da desigualdade

não há mais quem tenha um golpe

de asa e nos traga a esperança

de novos dias ensolarados.

 

Que venha de lá essa raça de novos

Homens para nos dizer o que fazer

quando tudo parece perdido

e nos confundimos nos espelhos.

 

Espelhos opacos onde não entra

a luz do dia e nos mascaramos

e nos maquiamos com o sangue

da derrota previsível e certa.

 

Jorge Humberto

01/05/10

 

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/

 

 



Escrito por escritor(a) às 22h23
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PONTO CRÍTICO

 

 

Que o sangue de minhas veias seja a flor

Que acabe com estas guerras estúpidas,

Que o homem irmanado, seja só o amor,

Transcrito em poesia e palavras lúdicas.

 

Que não se sofra por invejas incoerentes

E se faça deste mundo um mundo melhor.

Onde pessoas incógnitas, nossas gentes,

Mostrem que o bem impera, ante o mal maior.

 

Que as pessoas sejam críticas perante si,

Relegando o omisso para os escarcéus,

Que sejam por elas, pelos outros, por mim.

 

Hoje escreve-se mais do que o que se lê.

Que as dádivas devidas não venham dos céus,

Mas de quem se tem por bem e o outro antevê.

 

 

Jorge Humberto

14/10/07

 

 

Fonte:

Lista de Discussão Alameda Santo Antonio

http://br.groups.yahoo.com/group/amedasantoantonio/

 



Escrito por escritor(a) às 21h01
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MEU CORAÇÃO É UM PASSARINHO

 

Meu coração apaixonado

é tal qual um passarinho

que cantasse todas as

manhãs quando o sol

surgisse vindo de lá

do horizonte.

 

 

E lá fizesse o seu ninho

junto com as andorinhas

e os pardais a meio a nardos

e jasmins e um jardim

de pronto nasceria para

o acolher.

 

 

Jorge Humberto

16/04/10



Escrito por escritor(a) às 11h37
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